sábado, 19 de agosto de 2017

Brassocattleya Pastoral 'Innocence'

Essa orquídea é uma brassocattleya desenvolvida aqui em Niterói pelo tradicional orquidário "Florália", fundado e cuidado pela família Altemburg, pioneiros da orquidofilia em Niterói.
 É um cruzamento da Bc.Deesencom e da cattleya Mademoiselle Louise Pauwels,  essa última derivada do cruzamento da C. Intertxta e da C. Edithiae, ambas também presentes nas coleções da Florália.


Trata-se de um belíssimo exemplar de orquídea que possui sépalas e pétalas brancas com bordas levemente serrilhadas.


O labelo possui borda igualmente brancas e mais serrilhadas, herdadas da da Bc.Deesencom, com o seu interior amarelo claro, mas intenso. bem no meio do labelo, corre um pequeno filete lilás que dá a esse híbrido sua característica principal e um charme especial.





São flores grandes, perfumadas e que possuem grande durabilidade. 


Costumam permanecer floridas por até três semanas. Aqui em Pendotiba elas florescem no início de julho produzindo, cada haste floral, uma média de 4 flores. 

É uma orquídea vigorosa e se colocada na árvore, se expande rapidamente ocupando grandes áreas do tronco. Isso permite, na época da floração, que a orquídea forme um buquê branco que pode ser visto à distância.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Epidendrum radicans

Epidendrum radicans, Conhecida vulgarmente por: estrela-de-fogo, orquídea-crucifixo,orquídea beija-flôr,  epidendrum, estrella de fuego.
Pertence a família: Orchidaceae - Epidendroideae.

Originária da América Central é uma planta perene que pode atingir até 1,5 m de altura. Possui folhas alternadas, de formato ovaladas-elípticas, com 2 a 9 cm de comprimento. Ao longo de toda haste, germina raízes e esta é a principal forma de diferenciar a espécie de outras bem semelhantes, que a produzem apenas próximo da base.
Sua inflorescência é composta de flores com pétalas alongadas que medem aproximadamente 2 cm e crescem de baixo para cima formando um cacho bem denso geralmente de coloração vermelho-alaranjada, , lembram um pequeno beija-flor coletando néctar, tem um perfume suave. Após a polinização as flores se tornam vermelhas escuras.
Como minhas outras orquídeas, cultivo a meia-sombra num sombrite de 60% em vasos de barro com substratos não compactos, composto por toquinhos de sansão do campo, carvão vegetal e pedras de brita. Como são consideradas também terrestres, misturo um pouco terra vegetal e húmus de minhoca.

Aprecia substrato mantido ligeiramente úmido ou deixando secar entre regas. Também não gosta de encharcamento.

terça-feira, 8 de março de 2016

Epidendrum paniculatum



Outra planta herdade da minha irmã, Zana. Mas desta ela não lembra a origem.


Orquídea robusta, epífita, ás vezes também cresce como fortes arbustos no chão, que chegam até a um metro de altura com longas e cilíndricas hastes com forte folhas lanceoladas, desabrocham em cachos com mais de 30 flores perfumadas de aproximadamente 2cm que duram por um longo período de tempo. As pétalas e sépalas são verde claras, o labelo tem variações na cor do branco puro ao branco esverdeado com roxo, rosa o centro é lilás. Aqui em Vitória da Conquista, floresce sempre entre fevereiro e março.


Ocorre na Costa Rica, Belize, Panamá, Suriname, Venezuela, Guiana Francesa, Colômbia, Brasil, Peru e Argentina, onde ela cresce em florestas tropicais úmidas em altitudes que chegam a 2.000 metros. 


Seu cultivo é simples, você pode planta-la tanto em vasos de barro ou em troncos madeira. O substrato é comum para orquídeas epífitas, plantei como base no que tenho propagado aqui no nosso blog (brita, carvão, isopor e toquinhos de sansão do campo). 


Ele gosta de um lugar com alta umidade, temperaturas quentes e intermediárias, rega abundante durante períodos de crescimento, com um ligeiro descanso após as adubações.



quinta-feira, 3 de março de 2016

Dicas de Substrato

A finalidade do substrato é servir de apoio para a planta, de maneira que suas raízes se agarrem e permaneçam firmes (mas sem compactação), permitindo retenção de umidade, circulação de ar e uma boa drenagem.
Depois de bater a cabeça tentando conseguir um substrato mais durável e que as orquídeas gostassem, cheguei a uma mistura simples, fácil de encontrar e barata que acho que devo compartilhar.

Mas, antes devo citar uns produtos que são largamente publicitados para orquídeas e NÃO aconselho a ninguém utiliza-los:
Fibra prensada, chips e casca de coco. Isso aí só me trouxe prejuízo! Não sei quem inventou. Provavelmente a indústria que se sentiu prejudicada com a proibição do xaxim. Definitivamente, orquídeas não se adaptam a isso. Além de ter alguma coisa nelas que inibe a vegetação das raízes, encharcam facilmente afogando as plantas, ESQUEÇAM ISSO!

Mas vamos ao que interessa. São quatro elementos simples:
Brita, Carvão Vegetal, Isopor e Toquinhos de Sansão do Campo.

PEDRAS DE BRITA
Aquela mesma usada em construções. São facilmente encontradas e ajudam no enraizamento das plantas e drenagem dos vasos. Costumo utiliza-las mais no fundo.
Pedra de Brita
CARVÃO VEGETAL 
Carvão comum, para churrasqueiras, mas que sempre deve ser novo, pois os que já foram usados prejudicam a planta. Também encontrado facilmente em qualquer supermercado, açougues e afins.
Carvão Vegetal

ISOPOR 
Relutei muito no início, não conseguia entender como um produto totalmente artificial pudesse ser benéfico para a orquídea. Porém me rendi a ele, além de facilitar a drenagem das raízes, ajuda muito na fixação do tutor onde serão amarradas as mudas. Ainda é claro, de estar contribuindo para a destinação deste produto (embora não ser tóxico), já que leva cerca de 150 anos para se degradar.  E é muito fácil de encontra-lo e manuseá-lo. Deve-se dar preferência ao isopor utilizado em embalagens, principalmente as de eletroeletrônicos, pois é mais compactado, característica esta que também contribui para afastar pragas. E claro, de graça!
Isopor

SANSÃO DO CAMPO 
É um substrato que mantém umidade por um período de tempo um pouco maior.

Trata-se de galhos da árvore picados em tamanhos que variam de 5 a 10cm. Após tentativas com outras madeiras, acabei descobrindo que o sansão do campo é muito bem aceito pelas orquídeas, e duram em média dois anos. Dificilmente ele vem contaminado com fungos ou bactérias, (comuns em outras madeiras, principalmente aquelas plantadas em escala comercial, como o cafeeiro, e outras frutíferas). 
Sansão do Campo

quarta-feira, 2 de março de 2016

Cattleya chocolate drop



Esta planta foi adiquirida em 2011 na Florária em Niterói ainda mudinha, é resultado de um cruzamento da Cattleya guttata, espécie brasileira, com a Cattleya aurantiaca, que ocorre desde o México até a Nicarágua. 
O colorido das suas flores variam do marrom-chocolate ao marrom-avermelhado.
O numero de flores por haste podem ser maior que 10, de longa duração, quando bem cuidada. 
O tamanho da flor é bem variável, mas tem em geral, 6, 5 cm de diâmetro.
A floração acontece em qualquer época do ano. Aqui em Vitória da Conquista floresceu pela primeira vez exatamente no dia 29 de fevereiro de 2016 (ano bissexto, espero que ela não volte a florir só daqui a 4 anos rsrs).

Híbrido de fácil cultivo, mas garanta uma boa drenagem, ela seca rapidamente. Aqui sigo o que tem me dado melhor resultado em relação a substratos: Brita, carvão vegetal (sem ter sido usado na churrasqueira) e toquinhos de sansão do campo, e agora também pedacinhos de isopor (facilita firmar o tutor para sustentar a muda).
No inverno, diminua a regra. É indispensável uma boa ventilação e deve receber o máximo possível de luz sem queimar as suas folhas. Ou seja, quase igual a todas outras espécies de orquídeas.

O colorido brilhante deste híbrido é herdado da Cattleya aurantiaca cuja a cor é dominante quando cruzada e me faz lembrar da Cattleya elongata da Chapada Diamantina.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oncidium gravesianum


Planta epífita que ocorre no Cerrado e Mata Atlântica, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Esta planta chegou em minhas mãos como mais uma herança da irmã Rosana, proveniente da Chapada Diamantina.




Teve uma época que utilizei cafeeiro cortados em toquinhos para completar os substratos de minhas plantas. Apesar de elas adaptarem bem ao cafeeiro, tive a infelicidade de alguns galhos virem contaminados por algumas doenças, o que causou um enorme prejuízo. Perdi várias plantas, principalmente oncindiuns e entre eles eu já tinha dado como perdido este gravesianum, ficou uns três anos doente, soltava novos brotos já adoeciam e a planta não vingava (depois disso substituí por sansão do campo e não tive mais problemas). Até que, com a mudança de casa e um orquidário novo, enfim, ela voltou a se recuperar e floriu agora em fevereiro de 2016, dando-me uma enorme alegria e esperança com os outros oncidiums, que assim come ela, resistiram e começam a se recuperar. Suas folhas são ablongadas com 18 x 4cm. A inflorescência é uma panícula multiflorida, bastante vistosa. Com flores de 5cm de diâmetro, sépalas e pétalas castanhas ou marrons, com pequenas máculas amareladas na base e labelo marron ou castanho, com grande mancha amarela no centro. O labelo é trilobado, os lobos laterais são pequenos e arredondados, o mediano é bem maior e com margens onduladas. Floresce de fevereiro a abril.

Geralmente ela é confundida com o Oncidium curtum e o Oncidium enderanum, espécies próximas, mas distintas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Laelia purpurata



Esta planta acaba de florescer pela primeira vez aqui em casa. É neta de uma que ornamentava a mesa de formatura do primo João Paulo em Niterói, e que foi presenteada a minha vó Elzira. Posteriormente, vovó presenteou minha mãe com uma filha dessa planta, e da planta da minha mãe, outra filha para mim em julho de 2015.

É uma espécie robusta e que se adaptou muito bem aqui em Vitória da Conquista, onde cultivo praticamente do mesmo jeito que as demais espécies: Em sombrite de 50%. Apelidada de “Rainha das Orquídeas Brasileiras”, suas pétalas e sépalas são brancas ou rosadas e labelo púrpura bem estriado e encrespado e bordas brancas. Muitos colecionadores afirmam que é uma das orquídeas brasileira que apresenta maior número de belas variedades.

Crescem no alto das copas das árvores, nas regiões do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Inexplicavelmente, não ocorre no Paraná.
De médio a grande porte, se assemelha a Cattleya unifoliada. Os pseudobulbos altos dessa planta pode ultrapassar os 60cm. Suas flores se desenvolvem em uma bainha verde no novo crescimento, com 20 cm em um cacho de 12 a 15 cm de comprimento e contendo de 3 a 7 flores. Esta espécie tem a maior flor de todas as Laelias. Normalmente desabrocham em novembro e dezembro, muito vistosas, perfumadas e de longa duração.

blc. tainan gold 'canary'

Essa bela orquídea BLC, pelo que pude colher, é resultado de um longo processo de melhoramento dessa mistura feita por orquidófilos da Blc Toshie Aoki com Blc Waianae Princess. Tenho poucas informações sobre ela e sobre seu desenvolvimento e quando ganhei essa muda, não foi possível verificar o seu orquidário de origem.


Colhi algumas informações sobre seu desenvolvimento em orquidários orientais, e o nome "Tainan" seria uma referência à Taiwan. 
Entretanto suas referência etmológicas levam a termos bem brasileiros pois "canary" é a tradução inglesa de canário, o que justificaria o tom amarelo canário de suas sépalas e pétalas. 
Já a palavra Tainan é um nome próprio indígena brasileiro que pode ser usado em ambos os gêneros. Por coincidência, temos um sobrinho muitíssimo querido, filho de nossa irmã, Rosana Ladeia (igualmente amante das orquídeas) que se chama Tainan. Assim poderíamos sugerir alguma referência desta BLC com a cultura brasileira.


Possui o labelo e as pontas das sépalas e pétalas de cor vermelho escarlate, que contrasta vigorosamente com o amarelo canário. Libera um suave perfume e dura, em média, duas semanas.
Aqui em Niterói ela costuma florescer no verão, em meados de janeiro.




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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Cattleya Hawaiian wedding song x Laelia Pulcherrima



Esse Híbrido foi produzido pelo orquidário Florália aqui de Niterói, onde vou com muita frequência, conhecer novas plantas. 
Pela tradicional competência e cuidado que eles tratam as plantas e as pessoas, ir à Florária é sempre um passeio muito agradável. 






Adquiri essa muda ainda bem pequena, com dois pseudobulbos apenas, e a coloquei inicialmente em um tronco seco de canjerana. Quando estava crescendo e adaptada o tronco caiu. numa tempestade de verão. 





Transferi a muda, presa ao galho original, para um grosso tronco de pau d'alho, onde ela se desenvolveu magnificamente. 
Floresce duas vezes ao ano, no inverno e no verão, sua principal floração, entre fins de dezembro e janeiro. 








Produz cachos generosos e bastante duráveis, mantendo as flores por mais de três semanas. 
Quase sempre dão mais de 5 flores por hastes florais, de enorme beleza e vivacidade. 



São bem resistentes e adoram ambientes com boa luminosidade e muita
umidade. 







As flores nascem com um tom lilás muito claro nas sépalas e pétalas, que vai aumentando sua intensidade com o passar dos dias. No entorno do labelo observamos uma borda mais escura, contrastando com um findo claro, tendendo ao marfim.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Maxillaria schunkeana (Orquídea negra)


Esta planta foi um presente do amigo Luciano Faísca em maio de 2014. De lá para cá ela só fez se multiplicar e florir.



É uma orquídea endêmica do estado do Espírito Santo, onde se desenvolve em habitats da Mata Atlântica, entre os 600 e os 700 metros de altitude. Aqui em Vitória da Conquista, na Bahia, se adaptou muito bem!



Espécie de fácil cultivo. Plantei em substrato bem drenado utilizando sempre os mesmos produtos: forrando o vaso de barro com brita, e o restante com de pedaços de xaxins “reciclados”, carvão e toquinhos de sansão do campo.



Floresce sempre no outono e verão e suas flores de 1,5cm de diâmetro duram em média 25 dias, cultivada sob tela sombrite de 60%.