Resolvi acrescentar essa postagem complementando uma postagem já feita pelo Dedé da C. Amethysto glossa, tamanha a beleza desta muda, que é uma variação, por cruzamento, da muda original por ele postada. Trata-se de um cruzamento da rara C. Amethysto glossa com C. Intermedia Flamea. Tive dificuldades em identificar essa espécie, que adquirir numa exposição, como uma muda ainda jovem, e a comprei "no escuro", sem saber sua denominação ou que tipo de flor daria. Ela foi identificada pelo Dedé, exímio descobridor das variantes dessas plantas. O fato de ser derivada e ter fortes características da C. Amethysto glossa, é uma dádiva. Essa rara cattleya brasileira é originária da região do Sul da Bahia, leste de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo, notadamente no bioma Mata Atlântica.
Hoje rara em seu habitat natural, seriamente devastado pelas derrubadas sistemáticas ocorridas nessa região,ela tem sido preservada graças aos cultivos feitos por orquidários comerciais ou cultivadores sem fins lucrativos, mantidos pelos amantes das orquídeas.
Apesar da C. Amethysto glossa florescer predominantemente na primavera, aqui em Niterói esse híbrido floresce no final do verão.
Possui uma clara preferência pelos troncos das árvores vivas, como essa aqui, perfeitamente adaptada ao tronco de uma Guararema (mais conhecido como Pau d'alho). O ambiente úmido da mata atlântica favorece sua adaptação, mesmo em ambientes mais baixos e de temperatura mais quente.
Essa é a florada de 2016, sempre no final do verão:



