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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Prosthechea fragrans

“Encyclia fragrans”



Essa muda veio de Ilhéus, outro presente da minha sobrinha Érica. Grande incentivadora! Menina de um gosto apurado (com exceção do time que torce). rsrs
Gênero com quase 30 espécies não endêmica ao Brasil, onde ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica, distribuídas em diversas regiões do país, em 17 estados, algumas com distribuição bem ampla como a Prosthechea fragrans, mais conhecida como Encyclia fragrans (a nossa da foto)Na Bahia, são frequentes no litoral sul, sobretudo nas regiões de Una, Ilhéus e Itabuna.



Como 90% das minhas orquídeas, foi plantada em vaso de barro, forrado de britas e completando o substrato com pedaços de xaxim “reciclado”, carvão e tocos de sansão do campo. Vegetou bem sob sombrite de 50%. Possui rizoma evidente, com 1,5 cm de comprimento. Os pseudobulbos são elípticos, achatados, unifoliados, com 4 x 1,5 cm. As folhas eretas, oblongo-lanceoladas, com 12 x 2,5 cm. A inflorescência é curta, não ultrapassa o comprimento das folhas. As flores, em cachos de quatro, possuem 2,5cm de diâmetro e coloração marfim, o labelo é côncavo, listrado de vinho. As minha floriram pela primeira vez no início de junho, exalando um cheiro forte e super agradável de baunilha.

terça-feira, 3 de março de 2015

Encyclia “faísca”

Não consegui classificar esta planta ainda. Acredito que possa ser resultado de um cruzamento natural. Já agradeço se algum especialista, colecionador ou produtor puder me ajudar nesta empreitada.


Ganhei do amigo Luciano Faísca, por conta disso ela vai ficar apelidada de “Faísca” até conseguir identifica-la. Ele comprou numa feira livre aqui em Conquista, o que dificulta um pouco mais descobrir sua origem, se Chapada Diamantina, Planalto da Conquista, Caatinga ou Mata Atlântica, já que estamos perto de todas estas regiões. Suas raízes estavam presas numa casca de árvore, daí só tive o trabalho de amarra-lo ao um xaxim e ela adaptou-se perfeitamente bem já florindo oito meses depois, em janeiro de 2015. Ao contrário das maiorias das encyclias, suas folhas são arqueadas com cerca de 16cm de comprimento por 2cm de largura, possuem pétalas e sépalas de cor marrom clara com 1,5cm, labelo branco de 2cm de comprimento por 1cm de largura e lóbulo central com uma mancha amarela ladeada por pequenos riscos e pontinhos marrons, formando assim flores de 3,5 a 4cm de diâmetro com uma intrigante “espora” de 1,5cm no fundo do labelo que lembra um broto de raiz. Surgem no máximo em par num pendão floral muito curto, bem próximo das folhas.


Detalhe da "espora do labelo"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Encyclia alboxanthina

Mais uma de Piatã, na Chapada Diamantina. Esta robusta espécie vegeta sobre as montanhas mais altas do Nordeste. Chegaram para mim em 2011, presenteadas pelo meu concunhado Everton, Sua esposa Sheila e meu “cunha” Diego. Plantei as mudas em um tronco oco, com pedras de brita e lascas de madeira, tentando reproduzir o ambiente rupícola que ela vive. É uma planta que possui pseudobulbos de 20 cm de altura com duas ou três folhas lineares, coriáceas chegando até 50 cm de diâmetro. O pendão floral é ereto e ramificado com até um metro de altura, portando de 25 a 40 flores de 5 a 6 cm de diâmetro. Essas flores possuem pétalas de cor verde clara, com lóbulo central largo e arredondado de cor branca. Aqui em Vitória da Conquista, floresceram pela primeira vez no dia 1º de fevereiro de 2015, em pleno verão e duraram cerca de 45 dias.

Plantada no tronco 
Visitante ilustre