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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Bulbophyllum Falcatum

 Confesso que tenho um fascínio pelas orquídeas do gênero Bulbophyllum. São exóticas, desconcertantes, surpreendentes! Algumas se adaptaram muito bem aqui em Pendotiba como o B. Saltatorium e o B. Longissimum, dos quais já distribuí várias mudas.

Pela primeira vez o meu antigo exemplar, adquirido em uma feira de orquídeas, floresceu, nesse começo de primavera. Só se sentiu pleno para crescer bastante suas folhas e soltar suas primeiras hastes florais quando o transferi de um vaso de orquídeas tradicional, para um tronco, em ambiente claro, com luz indireta e úmido.

Sendo uma orquídea originária da região de florestas tropicais africanas, busquei aqui um ambiente de ar mais úmido e com árvores no seu entorno. Só floresceu a partir dessa mudança.

Suas hastes florais possuem cerca de 10 centímetros e lembram uma vagem de ervilha. De cada lado da haste encontramos uma sequência horizontal de cerca de 8 pequenas flores com labelos bem maiores, móveis e de cor amarela viva na parte externa. A parte mais interna é branca. Em sua base, as pétalas e sépalas são bem menores, com a parte interna esbranquiçada e a parte externa possui tom vinho ou lilás.

O termo Falcatum decorre do formato falciforme de suas folhas, que medem cerca de 15 centímetros. As flores duram cerca de 15 dias.


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Isabelia pulchella

Confesso que tenho uma paixão especial pelas micro orquídeas. Elas representam a maravilhosa capacidade da natureza concentrar em seres tão minúsculos toda a beleza, complexidade e sofisticação. São a prova viva do dito popular: "Tamanho não é documento".

A Isabela Pulchella é um dos principais exemplos dessa incrível capacidade da  natureza em concentrar tanta beleza em um ser tão pequeno.

Essa micro-orquidea epífita é encontrada nas florestas tropicais úmidas brasileiras da faixa leste dos estados do sudeste e do sul do Brasil. Notadamente no bioma Mata Atlântica. Possuem pseudobulbos em torno de meio centímetro, de onde sai um folha longa e fina, com o comprimento cerca seis vezes maior que o pseudobulbo.
Os novos pseudobulbos se multiplicam em sucessão pelos rizomas lineares em um intervalo entre 1 e 3 centímetros, se espalhando de forma vigorosa pelo tronco que a fixa.
Pode levar alguns anos para começar a florir. Se está em um ambiente adequado, com boa umidade, boa iluminação indireta e que não tenha temperatura negativa, é certo que em algum momento vai começar a florescer.

A minha está hospedada em um tronco de manacá, um dos meus berçários de micro-orquidea, levou uns três anos para iniciar a sua primeira floração, apesar de grande multiplicação de rizomas e pseudobulbos.
Aqui em Niterói, ela floresce no final de maio e no início de junho.
Suas flores de coloração grená possuem cerca de 7 mm. com sépalas maiores que as pétalas e um labelo arredondado e bem proeminente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Acianthera alligatorifera (pleurothallis alligatorifera)


Confesso que esta exótica micro orquídea, foi uma das mais difíceis de identificar.
Depois de muitas pesquisas cheguei a conclusão que se trata da Acianthera alligatorifera.





Herdei esta planta de minha irmã Rosana, que não se lembrava de onde teria chegado. Como ocorre na mata atlântica do sul e sudeste brasileiro, creio que deve ser mais uma que veio de Varre-Sai no estado do Rio de Janeiro, porém, não posso afirmar.
Epífita e eventualmente rupícola, foi transferida para o gênero Acianthera em 2001.
Suas folhas são coriáceas e sua inflorescência longa e ereta, que brota da base das folhas, podendo chegar a 35cm com mais de 10 flores de 1cm de diâmetro bem espaçadas entre si e voltadas para um só lado.

Aqui em Vitória da Conquista, floresce entre a primavera e o verão, embora haja relatos que no sul e sudeste do país isto ocorre no inverno e começo da primavera. Existem algumas variedades de cores das flores, que vão do marrom escuro ao bem claro, incluindo também exemplares com flores totalmente amarelas.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Rodriguezia lanceolata


Essa é uma espécie não muito frequente nos orquidários, mas bem conhecida dos amantes das micro-orquídeas.

Possui, como boas parte das Rodriguezias, folhas pequenas de cerca de 10 cm e raízes exuberantes; muitas delas são aéreas e não se fixam nos suportes. 


Como sua prima obtusifolia, muitas raízes ficam soltas e esvoaçantes ao vento.
 Possui uma haste floral com várias flores de aproximadamente 1 centímetro e cor rosa vivo. 




São originárias da América latina e caribenha, nas florestas úmidas tropicais. No Brasil são muito frequentes nas regiões Norte e Centro-Oeste.


 Aqui em Niterói, nas regiões mais altas, como Pendotiba, se adaptam muito bem e florescem em meados da primavera. 
Gostam de calor e umidade, mas não de sol direto.





quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Rodriguezia Obtusifolia

Essa singela e surpreendente orquídea é um raro exemplar encontrado na Mata Atlântica e em algumas regiões de caatinga, tem uma beleza única em suas flores marcadas por uma anatomia característica.










Possui flores brancas contendo em seu interior uma mácula amarela, conectadas na parte final da haste, e que exalam um discreto e agradável perfume. Tem como característica produzir raízes aéreas cuja maioria não adere diretamente ao tronco. 


Seu pseudobulbo é bem estreito e surge após o prolongamento dos rizomas formando uma espécie de broto, de onde surgem novos pseudobulbos a cada 15 ou 20 centímetros e crescem verticalmente na árvore hospedeira. 




As flores se prendem a hastes florais de cerca de 40 centímetros contendo em média cinco flores. Estas possuem sépalas e pétalas brancas a rosadas, lanceoladas, com  ápice agudo; labelo igualmente branco de cerca de 3 centímetros, sem calosidade, sem fímbrias e com lobos laterais indiferenciados e uma característica e charmosa mancha amarela em seu interior.


Fui premiado com diversas mudas nativas que já viviam aqui no quintal, em uma pequena área de Mata Atlântica que preservamos integralmente quando construímos nossa pequena casa. Vive saudavelmente em uma grumixameira nativa. 


 Dela recolhi alguns brotos, que reintroduzi em algumas árvores do quintal e da reserva. Fiz de um pé de manacá um "berçário" de onde tiro algumas mudas e dou para amigos orquidófilos como essa aí da foto, que dei para o Dedé, há uns dois anos, e que floresce vigorosa nas terras conquistenses. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Bulbophyllum Saltatorium (Bulbophyllum Miniatum)



Essa pequena e rara orquídea é natural da região da África central como Serra Leoa, Congo, Angola e Quênia ... e lentamente vem ganhando popularidade aqui no Brasil. 




Como em sua região de origem, aprecia locais com boa umidade relativa do ar, com árvores por perto. É perfeita para o bioma Mata Atlântica. 


Apesar do pequeno tamanho do seu caule e de suas flores, o que o faz compatível com a categoria de micro-orquídea, produz uma haste floral longa, contendo várias pequenas flores que abrem em sequência da base para a ponta da haste floral.



Suas flores são um capítulo à parte. Possuem pétalas e sépalas em tom arroxeado e seus labelos são róseos e aveludados que dançam ao sabor do vento, produzindo um espetáculo aos olhos de um bom observador de orquídeas. 


Por essas características são também denominadas de "Bulbophyllum Dançarino" ou "dançante".




Cultivo um exemplar em meu santuário das mico-orquídeas, o meu velho manacá. Essa é sua primeira floração aqui em Niterói, em ocorreu meados do inverno, entre julho e agosto.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dinema Polybulbon (Encyclia polybulbon)




Essa é mais uma das incríveis variedades de microrquídeas que encantam e seduzem os amantes e cultivadores de orquídeas. Também denominada de Epidendrum polybulbon ou Encyclia polybulbon, possuem flores de cerca de 3 centímetros com pétalas de cor marrom ou cobre, contrastando com um labelo branco. 






Podem florescer mais de uma vez ao ano. Aqui em Niterói geralmente florescem no fim do outono e no início do inverno. As flores possuem longa durabilidade, chegando até a três semanas.







São originárias dos países caribenhos como México, Cuba,  Jamaica Nicarágua... Como outras de mesma origem, se adaptam muito bem no clima tropical brasileiro. 


Possuem diversos bulbos que se alastram formando pequenas touceiras que florescem simultaneamente, causando uma imagem de grande delicadeza. 







É uma microrquídea de fácil cultivo e de fácil adaptação, notadamente em ambientes de clima quente e com muita luz indireta. Cultivo essa da foto em meu "santuário" de microrquídeas no tronco de um velho e belo manacá.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sophronitis mantiqueirae


Uma belíssima microorquídea, é natural da serra da Mantiqueira e uma das muitas variedades de Sophonitis. Possui uma cor vermelha sangue, quase grená, de cerca de 3 centímetros, e que de longe já chama a atenção por sua cor vibrante. Floresceu pela primeira vez nesse verão, com três flores sucessivas, em pendões isolados, no mês de fevereiro, bem na semana do carnaval. Possuía essa muda aqui há cerca de 4 anos, e essa foi sua primeira floração. Os cultivadores especializados sugerem terras mais altas, serranas, acima de 600 metros, de clima frio, para sua perfeita criação, mas nos cerca de 300 metros de Pendotiba ela se adaptou muito bem, no tronco do nosso manacá, onde cultivo as encantadoras microorquídeas.  Curiosamente, floriu num dos verões mais quentes da história ... Viva as surpresas da natureza!



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Lophiaris pumila


Esta micro-orquídea foi um presente de minha irmã, Rosana. Apesar de minúscula, tem uma floração abundante, formando cachos de aproximadamente 15 cm na cor amarelo ouro dando um charme especial para essa espécie. 
Ocorre praticamente em todo o país, é uma espécie epífita e pode ser encontrada desde as regiões altas até o litoral. Aqui em Vit. da Conquista a plantei em um tronco de cafeeiro e cuido dela numa tela sombrite de 50%. Sempre floresce na primavera e suas flores duram até mais de 60 dias.






OBS. Um ano após essa postagem feita em Conquista pelo Dedé, estou postando uma aqui do quintal, em Niterói, bem antiga, que me foi presenteada, há mais de 15 anos por um morador da vizinhança. aí vão as fotos dessa florada que iniciou no final de setembro e abriu plenamente nesse meio de outubro (2015).


Dica importante: Tive uma experiência nada agradável com troncos de cafeeiro. Apesar das orquídeas aceitá-los bem, alguns infelizmente trouxeram doenças e perdi algumas plantas, principalmente os oncidiuns. Portanto, quem optar por utiliza-lo como extratos para vasos verifiquem a origem, pois podem vir contaminados por algum vírus ou fungo. Esses percalços nos fazem aprender, e hoje tenho tido excelentes resultados com troncos e galhos de sansão do campo cortados para o substrato que substitui a casca de pinos e o xaxim.

Rodriguezia venusta

Botões florais
Conhecida como "orquídea do café", esta planta foi um presente da minha mãe Cidinha. Segundo ela quando ela era jovem, era muito comum nos cafezais de Varre-Sai no noroeste  fluminense  (por isso este nome popular). Para a nossa sorte, a minha mãe conseguiu um exemplar da planta que está quase extinta na região, por meio de uma troca com um colecionador que tem fazenda próximo ao nosso sítio em Varre-Sai. A troca desta muda foi por uma Cattleya que o rapaz não tinha. 





Aqui em Vitória da Conquista ela já floriu logo no primeiro ano “de casa nova” em dezembro de 2014, repetindo esta floração em dezembro de 2015. Apresenta uma haste arqueada com flores brancas de 4cm e duas quilhas douradas no labelo. Exala um delicioso perfume e  dura aproximadamente 30 dias.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

zygostates lunata



Essa micro orquídea foi recolhida por acaso, durante uma caminhada numa pequena área de mata atlântica em Varre-sai. Estávamos com nosso saudoso tio Paulo Fabri, quando encontramos uma pequena muda grudada num galho seco e caindo de um arbusto.

 Levamos para a casa de minha mãe, na Figueira branca, próximo ao local de recolhimento e a colocamos numa árvore.

 Lá ela se multiplicou e distribuiu diversas mudas como essa, que floresce todo o ano aqui em Niterói, no mês de novembro. As flores duram mais de 30 dias.  Estou postando as fotos de 2013 e de 2014.

Essa é a floração de 2015, bombando!!