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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Laelia anceps



Essa espécie de laelia chama a atenção pela beleza de suas flores e pela morfologia com distribuição das flores (em média, quatro a cinco flores), que abrem simultaneamente, presas em uma enorme haste floral às vezes de comprimento maior que um metro.

Possuem sépalas e pétalas longas e afiladas, de cerca de 8 centímetros, sendo as pétalas discretamente mais largas.
O meu exemplar possui coloração rosa tendendo ao lilás. O labelo  possui coloração lilás mais escura com estrias na base. Sua porção mais central é amarela intensa, contrastando com a borda.

É uma lélia originária do México e países vizinhos a ele na americana central, geralmente presente na costa atlântica desses países, em regiões altas e frias, acima de 500 metros de altitude.
Aqui em Pendotiba ela se adaptou bem ao tronco de um coqueiro, apesar da baixa altitude. 

Creio que as baixas temperaturas de inverno favorecem sua adaptação.
Floresce no inverno, entre o fim de julho e o início de agosto. Suas flores duram cerca de duas semanas e coincidem com a floração das cattleyas amethystoglossas.






quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Laelia purpurata



Esta planta acaba de florescer pela primeira vez aqui em casa. É neta de uma que ornamentava a mesa de formatura do primo João Paulo em Niterói, e que foi presenteada a minha vó Elzira. Posteriormente, vovó presenteou minha mãe com uma filha dessa planta, e da planta da minha mãe, outra filha para mim em julho de 2015.

É uma espécie robusta e que se adaptou muito bem aqui em Vitória da Conquista, onde cultivo praticamente do mesmo jeito que as demais espécies: Em sombrite de 50%. Apelidada de “Rainha das Orquídeas Brasileiras”, suas pétalas e sépalas são brancas ou rosadas e labelo púrpura bem estriado e encrespado e bordas brancas. Muitos colecionadores afirmam que é uma das orquídeas brasileira que apresenta maior número de belas variedades.

Crescem no alto das copas das árvores, nas regiões do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Inexplicavelmente, não ocorre no Paraná.
De médio a grande porte, se assemelha a Cattleya unifoliada. Os pseudobulbos altos dessa planta pode ultrapassar os 60cm. Suas flores se desenvolvem em uma bainha verde no novo crescimento, com 20 cm em um cacho de 12 a 15 cm de comprimento e contendo de 3 a 7 flores. Esta espécie tem a maior flor de todas as Laelias. Normalmente desabrocham em novembro e dezembro, muito vistosas, perfumadas e de longa duração.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Laelia purpurata

Esta planta acaba de florescer pela primeira vez aqui em casa. É neta de uma que ornamentava a mesa de formatura do primo João Paulo em Niterói, e que foi presenteada a minha vó Elzira. Posteriormente, vovó presenteou minha mãe com uma filha dessa planta, e da planta da minha mãe, outra filha para mim em julho de 2015.



É uma espécie robusta e que se adaptou muito bem aqui em Vitória da Conquista, onde cultivo praticamente do mesmo jeito que as demais espécies: Em sombrite de 50%. Apelidada de “Rainha das Orquídeas Brasileiras”, suas pétalas e sépalas são brancas ou rosadas e labelo púrpura bem estriado e encrespado e bordas brancas. Muitos colecionadores afirmam que é uma das orquídeas brasileira que apresenta maior número de belas variedades.


Crescem no alto das copas das árvores, nas regiões do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Inexplicavelmente, não ocorre no Paraná.
De médio a grande porte, se assemelha a Cattleya unifoliada. Os pseudobulbos altos dessa planta pode ultrapassar os 60cm. Suas flores se desenvolvem em uma bainha verde no novo crescimento, com 20 cm em um cacho de 12 a 15 cm de comprimento e contendo de 3 a 7 flores. Esta espécie tem a maior flor de todas as Laelias. Normalmente desabrocham em novembro e dezembro, muito vistosas, perfumadas e de longa duração.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Schomburgkia gloriosa

Essa orquídea é belíssima e com uma morfologia rara e instigante. Epífita, possui pseudobulbos grandes e fusiformes, e  uma longa haste foliar com mais de um metro meio de comprimento, branco, no final do qual surge uma inflorescência terminal caracterizado por cacho arredondado  com cerca de 12 belíssimas e exóticas flores. 


Caracterizam-se por possuir sépalas e pétalas rugosas, amarelas, e com o mesmo formato anatômico. 

O labelo é branco ou arroxeado. Ocorrem nas regiões de matas da América tropical, notadamente nas florestas próximas ao Oceano Atlântico. 
Atualmente vem sendo considerada como pertencente ao grupo das Laelias.


Essa muda foi recolhida aqui em Pendotiba, em um terreno abandonado, prestes a ter suas poucas árvores derrubadas pela expansão frenética da especulação imobiliária. 




Um amigo, o Nei, a recolheu  ainda pequena em um tronco de canela, pouco antes de seu extermínio. Coloquei a muda em um tronco de sibipiruna aqui no quintal, ao qual ela se agarrou com muito prazer, cresceu, e floresce a cada ano em meados do inverno, com cerca de duas ou três hastes florais.
Confesso que, na época, tivemos um pouco de dificuldade na sua identificação, o que conseguimos graças ao site orchidstudium ( http://www.orchidstudium.com/ ) que recomendo aos que, como nós, tem as nossas eternas dúvidas ao catalogar novas aquisições.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Laelia tenebrosa

Laelia divina, se assim fosse possível definir pela primeira vez o nome dessa orquídea, trocaria imediatamente de adjetivo! Para mim essa é uma das rainhas da beleza do reino vegetal. Flores delicadas, divinas, deusas aprisionadas em imagens de flores!! 

Encontrada na natureza, outrora em abundância, nas serras e maciços da tríplice fronteira entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, no entorno da Serra do Caparaó, as Laelias tenebrosas hoje são raríssimas em seu habitat natural.


Esta aí é especial por ser endêmica na nossa terra natal (Varre-Sai/RJ). Adquirimos estas mudas em dezembro de 2011 no orquidário do Nem, em Varre-Sai. Em dezembro de 2013  ela floriu pela primeira vez em Niterói e em dezembro de 2014 em Vit. da Conquista! 


Estas mudas tem uma história trágica e curiosa. Suas matrizes foram recolhidas pelo Nem, amante e cultivador de orquídeas, na represa construída entre os municípios de Varre-sai e Bom Jesus, em uma área de alagamento. 
Nessa região foram salvas por ele diversos exemplares condenados ao desaparecimento. Muita diversidade genética tem sido perdida pela negligência de nossos governantes. Essa é só mais uma ... sonho em reintroduzi-las nas matas de nossa pequena reserva de Mata Atlantica na Figueira Branca, dos nossos pais, e no Sítio três Matas de nosso tio Jonas, que já vem fazendo um exemplar programa de preservação e reflorestamento por lá.


As flores possuem sépalas e pétalas com tons de cobre e bronze e com o labelo de cor purpúrea em seu interior, que vai clareando em suaves degradês em direção à periferia. Cada haste floral dá, em média, três belas flores.

Inicia sua floração no fim da primavera. Aqui em Niterói as flores abrem no início de Dezembro e em Conquista, um pouco antes. Dedé já observou que nossas espécies comuns tem uma defasagem de cerca de uma a duas semanas nas florações. Suas flores exalam um perfume suave e duraram cerca de 30 dias.