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domingo, 4 de outubro de 2015

Cattleya Labiata Rubra






Apesar de sua popularidade e facilidade de acesso a mudas e às muitas espécies e subespécies de labiatas, essa permanece, para mim, como uma das orquídeas mais belas e paradigmáticas do Brasil. 


A labiata rubra, com sua robustez visual e seu perfume inconfundível, já se tornou presença obrigatória nos muitos jardins e orquidários brasileiros, notadamente nos jardins e fazendas do interior. 








Encontrada originalmente em diversos estados do nordeste, daí o codinome "rainha do sertão", é relativamente resistente a variações de temperatura, fato que facilita o seu cultivo.
 


Apesar de abrir flores no verão/outono, na maioria dos relatos, aqui em Niterói  ela costuma florescer regularmente no início da primavera, com cachos vigorosos e perfumados. 



As minhas, aqui, são cultivadas nos troncos de quaresmeiras, mangueiras e palmeiras, mas adaptam-se muito bem em vasos apropriados (com boa drenagem, para evitar apodrecimento das raízes por excesso de água) e em troncos e xaxins.



Esse cacho, da foto, contém sete flores e abriu ontem. Já exala seu perfume característico. As flores duram, em média, de duas a 3 semanas, de pura beleza. 

Não dá para esquecer também de sua performance maravilhosa nos cabelos de Elis Regina, lá pelo fim dos anos 70, iluminando a cena da Elis cantando "O bêbado e o equilibrista". 



Ali flor e mús(a)ica se complementavam num corpo único de natureza e arte. 
Por isso, chamamos ela aqui, carinhosamente, de Elis Regina. "olha, abriu uma Elis Regina!!"