Mostrando postagens com marcador miltonia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador miltonia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Miltonia Wine Leopard FCA


É um híbrido primário também derivado do cruzamento da Miltonia Moreliana com a Miltonia Clowesii. É caracterizado por possuir labelo de cor vinho ou lilás, muito semelhante à Miltonia Moreliana, de quem herdou a cor, porém seu labelo é mais estreito. A cor vinho/lilás intensa a diferencia, por exemplo, da Miltonia Bluntii, que é derivada de cruzamento semelhante, mas que possui labelo claro ou branco.
Possui no labelo, pintas de cor lilás mais escuras, espalhadas por toda a extensão labelar, que lhe confere o codinome "Leopard", pois o desenho remete às manchas presentes no pelo dos leopardos. Pela semelhança de cruzamentos, alguns colecionadores a denominam de Miltonia Bluntii wine leopard.
Da Miltonia Clowesii, ganhou os desenhos rajados característicos, que são observados na metade externa das sépalas e das pétalas.

Produzem, em média, cinco flores em cada haste floral, e, aqui em Pendotiba, florescem no final de março e suas flores duram até meados de abril.
Até onde sei, os primeiros registros oficiais desse cruzamento são provenientes do norte da Argentina.
O meu exemplar se adaptou muito bem em um tronco de mangueira, com sol do início da manhã, e muita luz indireta.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

miltonia bluntii


Trata-se de um híbrido proveniente do cruzamento de duas espécies conhecidas de miltonias: a miltonia moreliana e a miltonia clowesii. O termo "miltonia bluntii" é bem amplo e engloba diversos cruzamento entre a miltonia clowesii e outras variedades de miltonia spectabilis.

Esse especie que possuo é um cruzamento entre uma m. clowesii e uma m. moreliana, adquirida no orquidário do Nem, em Varre Sai, noroeste fluminense.

Esses cruzamentos primários podem ocorrer de modo espontâneo na natureza. Essas espécies normalmente habitam florestas de mata Atlântica nos estados do sudeste brasileiro de onde são originárias.

Eventualmente, quando coincidem as florações dessas espécies em um mesmo ecossistema, pode haver a mistura genética natural, produzido esses híbridos primários de beleza única. Como orquídeas genuinamente brasileiras, essas espécies são particularmente especiais para mim.

Aqui em Pendotiba esse exemplar de miltonia bluntii floresce no início de fevereiro, no auge do verão.
Gosta de ambiente com boa umidade e muita luz indireta. Para quem vive próximo a ambientes de mata Atlântica, certamente ela se adaptará sem maiores problemas.

 Como todo híbrido, pequenas variações morfológicas ocorrem com frequência. Esse espécime possui sépalas e pétalas muito semelhante, de uma cor lilás intensa, com pequenas manchas mais escura em seu interior. Claramente uma herança do seu lado m. Clowesii. 

O labelo é mais claro, muito semelhante ao labelo da m. Moreliana em sua cor, entretanto, ao contrário da primeira, não possui o labelo muito liso. Ele é crespo ou serrilhado e de contorno irregular.  Aqui, produz cerca de duas a quatro flores por haste floral e duram por cerca de três semanas.
Atualizando o post, um outro exemplar floresceu esse ano em início de março.
Posto aqui umas novas fotografias.