terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Rhyncholaeliocattleya Durigan


  • Quando adquiri essa planta, ela veio identificada como "BLC Leblon". Mas creio que houve alguma confusão no processo de identificação ou na etiqueta nela fixada.

  • Ao florescer sua morfologia remete às características das rhyncholeliocattleya Durigan. Tive algumas dificuldade na sua perfeita identificação.
  • Essa orquídea hibrida é derivada de cruzamentos secundários desenvolvidos pelo orquidário curitibano "Durigan", cuja origem inicial é cuidadosamente explicada em sua página na web. Provém principalmente do cruzamento de dois híbridos  importantes: a BLC Waianae  leopard e a cattleya Corcovado. Essa última com características variadas adquiridas de outras orquídeas primárias como a C. Guttata, a C. Schilleriana, a C. Loddigesii, a tigrina, dentre outras.


Não a caracterizaria, portanto,  como Rlc. (Ou blc) Leblon. Mas gostaria muito que alguém mais qualificado que eu pudesse confirmar ou não a minha hipótese. Enquanto isso, vou mantendo o título acima, "sob condicional"!
É um híbrido extremamente belo por suas combinações nada usuais de cores.

Possui pétalas e sépalas em tom verde claro, bordas  em tom escarlate e pintas internas "tigradas" da mesma cor das bordas. O labelo possui coloração rosa intenso, caminhando para detalhes lilás nas extremidades labelares.
Dura cerca de duas semanas, no ambiente natural arbóreo e permanece com suas características florais ao longo desse período.

Seus pseudobulbos são finos e alongados com pares de folhas simétricos.
Floresceu aqui, pela primeira vez nos primeiros dias de janeiro.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Epicattleya Rene Marques "Tyler"



Esta Epicattleya, denominada Rene Marques "Tyler" é um belíssimo cruzamento feito  pelo homem, cujo resultado é surpreendente. É derivada da mistura do epidendrum pseudepidendrum, do qual guarda característica bem fortes, e de um cruzamento das cattleyas loddigesii e intermedia (cattleya claesiana).


Desenvolve arbustos de aproximadamente 40 centímetros e se adapta muito bem em ambientes de boa quantidade luz indireta e boa umidade do ar. É bem resistente a variação de temperatura e pode ser cultivada com epífita ou em vasos. 
Nesse caso, é necessário o cuidado para não produzir umidade excessiva nas raízes, notadamente no período de adaptação e enraizamento da planta. O uso concomitante de britas, carvão e pequenos pedaços de madeiras facilitam o processo de crescimento do seu sistema radicular.

O meu exemplar foi cultivado em um vaso preso a um muro chapiscado, que construímos com o intuito de colocarmos as orquídeas. O chapisco grosso facilita a fixação das raízes. 
O muro está localizado sob uma grande árvore de pau d'alho, cuja sombra  protege as orquídeas e proporciona um ambiente favorável ao seu desenvolvimento.











Ela floresce no inverno, no final do mês de julho. Suas flores possuem cerca de 5 centímetros e permanecem abertas por cerca de duas semanas. Produz vários botões que se desprendem de uma haste floral pendente, ocasionando um belo efeito visual.

Uma observação: esse ano de 2018 essa orquídea floresceu também no inicio de julho, com uma bela haste floral.







Blc Durigan "crater"





Esse híbrido como diversos outros híbridos que levam essa nomenclatura, foi desenvolvido pelo casal Durigan, no orquidário homônimo.

Dentre os vários híbridos por eles desenvolvidos, alguns com premiação em concursos internacionais, esse se destaca pela beleza e equilíbrio de suas combinação de cores.


O meu exemplar possui sépalas e pétalas com coloração um pouco mais escurar que a maioria dos exemplares que pude pesquisar. Possui variação tonal que remete à cor fuccia com discretos pontos de cor mais escura, notadamente nas extremidades da sépalas e pétalas.

Entretanto, o labelo possui o rosa intenso característico desse cruzamento.
Trata-se de um híbrido bastante vibrante, com folhas resistentes e que cresceram de forma vigorosa aqui em Pendotiba, cujo ambiente é típico de mata Atlântica.



Suas flores são caracterizadas por uma  durabilidade que geralmente chega a três semanas.





quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Cattleya guttata x Cattleya bicolor

Essa bela orquídea, como o nome indica, é resultado de um feliz cruzamento de duas belas espécies de cattleya.
 Trata-se, muitas vezes, de um híbrido primário, ou seja, pode ocorrer de forma natural, sem a ação direta do homem. Como podem coabitar o mesmo bioma, os insetos visitam ambas as flores, ocasionando sua mistura genética.

A variedade de detalhes é grande ocorrendo mudanças em sua cor é forma.
Trata-se de uma orquídea bem resistente e que se adapta bem em diferentes ambientes, preferindo, no entanto, locais com maior humildade e com bastante luz indireta.

Aqui em Pendotiba ela floresce no início do verão, próximo ao Natal e no início de janeiro. Duram cerca de três semanas e exalam um perfume doce principalmente na primeira semana.

O meu exemplar produz flores de tamanho médio, com um labelo lilás extremamente importante. Suas pétalas e sépalas possuem bordas rosáceas com pontos em lilás escuro que também estão presentes no centro das pétalas. Possui variação de cores em degradê que vai do lilás ao cobre.
Dá, em média, duas a quatro flores por haste floral.

sábado, 19 de agosto de 2017

Brassocattleya Pastoral 'Innocence'

Essa orquídea é uma brassocattleya desenvolvida aqui em Niterói pelo tradicional orquidário "Florália", fundado e cuidado pela família Altemburg, pioneiros da orquidofilia em Niterói.
 É um cruzamento da Bc.Deesencom e da cattleya Mademoiselle Louise Pauwels,  essa última derivada do cruzamento da C. Intertxta e da C. Edithiae, ambas também presentes nas coleções da Florália.


Trata-se de um belíssimo exemplar de orquídea que possui sépalas e pétalas brancas com bordas levemente serrilhadas.


O labelo possui borda igualmente brancas e mais serrilhadas, herdadas da da Bc.Deesencom, com o seu interior amarelo claro, mas intenso. bem no meio do labelo, corre um pequeno filete lilás que dá a esse híbrido sua característica principal e um charme especial.





São flores grandes, perfumadas e que possuem grande durabilidade. 


Costumam permanecer floridas por até três semanas. Aqui em Pendotiba elas florescem no início de julho produzindo, cada haste floral, uma média de 4 flores. 

É uma orquídea vigorosa e se colocada na árvore, se expande rapidamente ocupando grandes áreas do tronco. Isso permite, na época da floração, que a orquídea forme um buquê branco que pode ser visto à distância.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Epidendrum radicans

Epidendrum radicans, Conhecida vulgarmente por: estrela-de-fogo, orquídea-crucifixo,orquídea beija-flôr,  epidendrum, estrella de fuego.
Pertence a família: Orchidaceae - Epidendroideae.

Originária da América Central é uma planta perene que pode atingir até 1,5 m de altura. Possui folhas alternadas, de formato ovaladas-elípticas, com 2 a 9 cm de comprimento. Ao longo de toda haste, germina raízes e esta é a principal forma de diferenciar a espécie de outras bem semelhantes, que a produzem apenas próximo da base.
Sua inflorescência é composta de flores com pétalas alongadas que medem aproximadamente 2 cm e crescem de baixo para cima formando um cacho bem denso geralmente de coloração vermelho-alaranjada, , lembram um pequeno beija-flor coletando néctar, tem um perfume suave. Após a polinização as flores se tornam vermelhas escuras.
Como minhas outras orquídeas, cultivo a meia-sombra num sombrite de 60% em vasos de barro com substratos não compactos, composto por toquinhos de sansão do campo, carvão vegetal e pedras de brita. Como são consideradas também terrestres, misturo um pouco terra vegetal e húmus de minhoca.

Aprecia substrato mantido ligeiramente úmido ou deixando secar entre regas. Também não gosta de encharcamento.

terça-feira, 8 de março de 2016

Epidendrum paniculatum



Outra planta herdade da minha irmã, Zana. Mas desta ela não lembra a origem.


Orquídea robusta, epífita, ás vezes também cresce como fortes arbustos no chão, que chegam até a um metro de altura com longas e cilíndricas hastes com forte folhas lanceoladas, desabrocham em cachos com mais de 30 flores perfumadas de aproximadamente 2cm que duram por um longo período de tempo. As pétalas e sépalas são verde claras, o labelo tem variações na cor do branco puro ao branco esverdeado com roxo, rosa o centro é lilás. Aqui em Vitória da Conquista, floresce sempre entre fevereiro e março.


Ocorre na Costa Rica, Belize, Panamá, Suriname, Venezuela, Guiana Francesa, Colômbia, Brasil, Peru e Argentina, onde ela cresce em florestas tropicais úmidas em altitudes que chegam a 2.000 metros. 


Seu cultivo é simples, você pode planta-la tanto em vasos de barro ou em troncos madeira. O substrato é comum para orquídeas epífitas, plantei como base no que tenho propagado aqui no nosso blog (brita, carvão, isopor e toquinhos de sansão do campo). 


Ele gosta de um lugar com alta umidade, temperaturas quentes e intermediárias, rega abundante durante períodos de crescimento, com um ligeiro descanso após as adubações.



quinta-feira, 3 de março de 2016

Dicas de Substrato

A finalidade do substrato é servir de apoio para a planta, de maneira que suas raízes se agarrem e permaneçam firmes (mas sem compactação), permitindo retenção de umidade, circulação de ar e uma boa drenagem.
Depois de bater a cabeça tentando conseguir um substrato mais durável e que as orquídeas gostassem, cheguei a uma mistura simples, fácil de encontrar e barata que acho que devo compartilhar.

Mas, antes devo citar uns produtos que são largamente publicitados para orquídeas e NÃO aconselho a ninguém utiliza-los:
Fibra prensada, chips e casca de coco. Isso aí só me trouxe prejuízo! Não sei quem inventou. Provavelmente a indústria que se sentiu prejudicada com a proibição do xaxim. Definitivamente, orquídeas não se adaptam a isso. Além de ter alguma coisa nelas que inibe a vegetação das raízes, encharcam facilmente afogando as plantas, ESQUEÇAM ISSO!

Mas vamos ao que interessa. São quatro elementos simples:
Brita, Carvão Vegetal, Isopor e Toquinhos de Sansão do Campo.

PEDRAS DE BRITA
Aquela mesma usada em construções. São facilmente encontradas e ajudam no enraizamento das plantas e drenagem dos vasos. Costumo utiliza-las mais no fundo.
Pedra de Brita
CARVÃO VEGETAL 
Carvão comum, para churrasqueiras, mas que sempre deve ser novo, pois os que já foram usados prejudicam a planta. Também encontrado facilmente em qualquer supermercado, açougues e afins.
Carvão Vegetal

ISOPOR 
Relutei muito no início, não conseguia entender como um produto totalmente artificial pudesse ser benéfico para a orquídea. Porém me rendi a ele, além de facilitar a drenagem das raízes, ajuda muito na fixação do tutor onde serão amarradas as mudas. Ainda é claro, de estar contribuindo para a destinação deste produto (embora não ser tóxico), já que leva cerca de 150 anos para se degradar.  E é muito fácil de encontra-lo e manuseá-lo. Deve-se dar preferência ao isopor utilizado em embalagens, principalmente as de eletroeletrônicos, pois é mais compactado, característica esta que também contribui para afastar pragas. E claro, de graça!
Isopor

SANSÃO DO CAMPO 
É um substrato que mantém umidade por um período de tempo um pouco maior.

Trata-se de galhos da árvore picados em tamanhos que variam de 5 a 10cm. Após tentativas com outras madeiras, acabei descobrindo que o sansão do campo é muito bem aceito pelas orquídeas, e duram em média dois anos. Dificilmente ele vem contaminado com fungos ou bactérias, (comuns em outras madeiras, principalmente aquelas plantadas em escala comercial, como o cafeeiro, e outras frutíferas). 
Sansão do Campo

quarta-feira, 2 de março de 2016

Cattleya chocolate drop



Esta planta foi adiquirida em 2011 na Florária em Niterói ainda mudinha, é resultado de um cruzamento da Cattleya guttata, espécie brasileira, com a Cattleya aurantiaca, que ocorre desde o México até a Nicarágua. 
O colorido das suas flores variam do marrom-chocolate ao marrom-avermelhado.
O numero de flores por haste podem ser maior que 10, de longa duração, quando bem cuidada. 
O tamanho da flor é bem variável, mas tem em geral, 6, 5 cm de diâmetro.
A floração acontece em qualquer época do ano. Aqui em Vitória da Conquista floresceu pela primeira vez exatamente no dia 29 de fevereiro de 2016 (ano bissexto, espero que ela não volte a florir só daqui a 4 anos rsrs).

Híbrido de fácil cultivo, mas garanta uma boa drenagem, ela seca rapidamente. Aqui sigo o que tem me dado melhor resultado em relação a substratos: Brita, carvão vegetal (sem ter sido usado na churrasqueira) e toquinhos de sansão do campo, e agora também pedacinhos de isopor (facilita firmar o tutor para sustentar a muda).
No inverno, diminua a regra. É indispensável uma boa ventilação e deve receber o máximo possível de luz sem queimar as suas folhas. Ou seja, quase igual a todas outras espécies de orquídeas.

O colorido brilhante deste híbrido é herdado da Cattleya aurantiaca cuja a cor é dominante quando cruzada e me faz lembrar da Cattleya elongata da Chapada Diamantina.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oncidium gravesianum


Planta epífita que ocorre no Cerrado e Mata Atlântica, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Esta planta chegou em minhas mãos como mais uma herança da irmã Rosana, proveniente da Chapada Diamantina.




Teve uma época que utilizei cafeeiro cortados em toquinhos para completar os substratos de minhas plantas. Apesar de elas adaptarem bem ao cafeeiro, tive a infelicidade de alguns galhos virem contaminados por algumas doenças, o que causou um enorme prejuízo. Perdi várias plantas, principalmente oncindiuns e entre eles eu já tinha dado como perdido este gravesianum, ficou uns três anos doente, soltava novos brotos já adoeciam e a planta não vingava (depois disso substituí por sansão do campo e não tive mais problemas). Até que, com a mudança de casa e um orquidário novo, enfim, ela voltou a se recuperar e floriu agora em fevereiro de 2016, dando-me uma enorme alegria e esperança com os outros oncidiums, que assim come ela, resistiram e começam a se recuperar. Suas folhas são ablongadas com 18 x 4cm. A inflorescência é uma panícula multiflorida, bastante vistosa. Com flores de 5cm de diâmetro, sépalas e pétalas castanhas ou marrons, com pequenas máculas amareladas na base e labelo marron ou castanho, com grande mancha amarela no centro. O labelo é trilobado, os lobos laterais são pequenos e arredondados, o mediano é bem maior e com margens onduladas. Floresce de fevereiro a abril.

Geralmente ela é confundida com o Oncidium curtum e o Oncidium enderanum, espécies próximas, mas distintas.